PROFESSOR CARLOS DELANO CONTRIBUINDO PARA A EDIFICAÇÃO HUMANA E PROFISSIONAL

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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Estrutura de uma boa redação

A estrutura de uma boa redação A primeira coisa que a gente deve se preocupar com um texto é a estrutura dele. Mas o que vem a ser essa estrutura? Ela é a organização do que vamos escrever. Uma boa redação é dividida em introdução, desenvolvimento e conclusão. Então vamos ver como fica essa organização: Introdução: É um parágrafo de 2 a 3 frases apenas. A gente só põe nela o básico, dizemos do que vamos falar na redação. Desenvolvimento: Pode conter de 2 a 4 parágrafos. É nele que a gente vai argumentar, discutir o tema da redação. Conclusão: É um parágrafo com 2, 3 ou 4 frases. É um fechamento do texto. Bom, agora que a gente já sabe como fica a estrutura de uma boa redação, vamos tentar construí-la.

Nossa Língua Portuguesa


Conheça a China sem sair de casa


AS QUATRO ESTAÇÕES DO CONPIRTAMENTO HUMANO

Por Carlos Delano Rebouças
Primavera, verão, outono e inverno. Quatro estações do ano, que representam em mudanças climáticas, temporais, com reflexos inevitáveis na vida das pessoas.
No Brasil, ao contrário da Europa, por exemplo, não são bem definidas, aliás, muito mal definidas, diga-se de passagem. Uma loucura, perceber calor, quando é para ser frio, e por aí em diante. Faz-nos sentir preocupação com as constantes mudanças climáticas suscetíveis durante um ano inteiro.
Como as estações do ano, nosso humor também muda com a transição das estações ao longo do ano. Passamos a nos comportar e a reagir de acordo com a estação vigente. Somos elétricos no verão; compenetrados no inverno; apaixonados na primavera; e bucólicos no outono.
Independentemente da ordem e do hemisfério, sempre estamos mudando de estação e humor de maneira sincrônica, com reflexos comportamentais, que redundam em diversos aspectos de nossa vida, inclusive, no trabalho. Adotamos posturas diferentes, com o uso de vestimentas adequadas ou não, pertinentes ou questionadas, e que podem permitir uma análise mal concebida sobre as pessoas. Somos aquilo que perpetuamos com a nossa imagem, e devemos ter muita atenção como nos apresentamos.
Nosso humor também é resultante das mudanças climáticas e de suas características. Verão, muito calor e sol castigador podem diminuir a paciência das pessoas, elevando a intolerância, e com isso, dificultando as relações.
Já no inverno, típico de chuva e frio, resulta em acolhimento e recolhimento, fazendo com que a coragem e a vitalidade diminuam. Passamos a manter uma postura mais retraída, sobretudo, nas relações pessoais.
Primavera e outono, sem definições tão percebidas no Brasil, mas que acontecem entre o verão e ou inverno, não têm tantos reflexos no comportamento do brasileiro. Ao contrário de outros povos, sobretudo, europeus, que curtem a beleza da estação das flores, e a metamorfose de uma flora depois de um verão intenso, marcam suas vidas, seus comportamentos e suas escolhas.
Não importa se são ou não tão bem definidas no Brasil, nem tão pouco, em que parte do mundo é feita as reflexões sobre suas reações, o que importa, de fato, é que cada uma delas – primavera, inverno, verão e outono – tem suas particularidades, sua essência e seu glamour para a humanidade.
Carlos Delano Rebouças Pinheiro é Palestrante e Facilitador, Especialista em Educação Especial Inclusiva, Professor de Língua Portuguesa, formado pela Universidade Estadual do Ceará, Revisor e Produtor de Textos; criador e administrador do Blog Eterno Aprendiz (www.pdelano.blogspot.com.br), voltado para a edificação humana e profissional. Carlos Delano atua também na inserção de jovens no mercado de trabalho.

Mensagem para um dia maravilhoso!


Piscina: Um conto de Fernando Sabino

Era uma esplêndida residência, na Lagoa Rodrigo de Freitas, cercada de jardins e, tendo ao lado, uma bela piscina. Pena que a favela, com seus barracos grotescos se alastrando pela encosta do morro, comprometesse tanto a paisagem.
Diariamente desfilavam diante do portão aquelas mulheres silenciosas e magras, lata d’ água na cabeça. De vez em quando surgia sobre a grade a carinha de uma criança, olhos grandes e atentos, espiando o jardim. Outras vezes eram as próprias mulheres que se detinham e ficavam olhando.
Naquela manhã de sábado ele tomava seu gim-tônica no terraço, e a mulher um banho de sol, estirada de maiô à beira da piscina, quando perceberam que alguém os observava pelo portão entreaberto.
Era um ser encardido, cujos trapos em forma de saia não bastavam para defini-la como mulher. Segurava uma lata na mão, e estava parada, à espreita, silenciosa como um bicho. Por um instante as duas mulheres se olharam, separadas pela piscina.
De súbito pareceu à dona de casa que a estranha criatura se esgueirava, portão adentro, sem tirar dela os olhos. Ergue-se um pouco, apoiando-se no cotovelo, e viu com terror que ela se aproximava lentamente: já atingia a piscina, agachava-se junto à borda de azulejos, sempre a olhá-la, em desafio, e agora colhia água com a lata. Depois, sem uma palavra, iniciou uma cautelosa retirada, meio de lado, equilibrando a lata na cabeça – e em pouco sumia-se pelo portão.
Lá no terraço o marido, fascinado, assistiu a toda acena. Não durou mais de um ou dois minutos, mas lhe pareceu sinistra como os instantes tensos de silêncio e de paz que antecedem um combate. Não teve dúvida: na semana seguinte vendeu a casa.

ALGUNS SUBSTANTIVOS COLETIVOS


Castro Alves: Poeta dos Escravos


Vida e obra de Gonçalves Dias


terça-feira, 20 de setembro de 2016

Não confunda


No dia em que eu tiver tempo

No dia em que eu tiver tempo, sentarei com calma ao lado da minha avó. Vou ouvir toda a sua história. Perguntarei sobre seu par de sapatos favorito, sobre seu pai e sobre os anos de doença do meu avô. Talvez eu a leve para viajar comigo. Um belo final de semana, só nós duas e as lembranças dela.
No dia em que eu tiver tempo, cuidarei muito bem de mim. Fio dental depois de cada refeição, corridas diárias, 20 minutos do sol das 8h30, peixe, quinoa, papaia e chá verde. Farei todos os exames que estão atrasados. Irei à dermato, ver essa pintinha no ombro.
No dia em que eu tiver tempo, escreverei um diário para a minha enteada. Contarei sobre o que senti quando ela segurou minha mão pela primeira vez, sobre as noites em que acordei com seus pesadelos e sobre as tantas vezes em que sentei na sua cama vazia com saudades. Entregarei quando ela fizer 16 anos e me achar um porre de madrasta.
No dia em que eu tiver tempo, escreverei longos cartões nos aniversários dos amigos, dizendo tudo o que gostaria de dizer. Não usarei mais o “de/para” das etiquetas. Não comprarei presentes apressados, nem escolherei garrafas de vinho da minha própria adega. Não adiarei mais os conselhos que estão presos na garganta desde 2002 e que eu sei que continuam sendo necessários.
No dia em que eu tiver tempo, ficarei em casa com meus pais, irmãos, sobrinhas, cunhados e meu amado, em vez de marcar um café de trabalho na Paulista, no fim do dia. Comeremos lasanha e assistiremos ao vídeo da viagem de 1993.
Eu espero por esse tempo. Tempo em que Eça, García Márquez, Goethe e Sófocles conviverão bem com minha agenda do escritório. Tempo em que minha avó permanecerá viva e lúcida, me aguardando. Tempo em que os dentes não terão caído, as calças 40 ainda estarão entrando e a pinta não terá se revelado câncer de pele. Tempo até o qual eu não esquecerei cada ano da minha enteada, que tinha 3, já fez 4, já fez 5, já fez 6. Tempo no qual meus amigos ainda não serão infelizes e, se forem, meus conselhos ainda servirão para reverter algo. Tempo este em que ainda estaremos todos juntos e no qual ainda não haverá mofo nas fitas VHS.

Belo Texto

A amizade consegue ser tão complexa... 
Deixa uns desanimados, outros bem felizes... 
É a alimentação dos fracos 
É o reino dos fortes 

Faz-nos cometer erros 
Os fracos deixam se ir abaixo 
Os fortes erguem sempre a cabeça 
os assim assim assumem-os 

Sem pensar conquistamos 
O mundo geral 
e construímos o nosso pequeno lugar 
deixando brilhar cada estrelinha 

Estrelinhas... 
Doces, sensíveis, frias, ternurentas... 
Mas sempre presentes em qualquer parte 
Os donos da Amizade...