PROFESSOR CARLOS DELANO CONTRIBUINDO PARA A EDIFICAÇÃO HUMANA E PROFISSIONAL

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INVISTA NA SUA EDUCAÇÃO!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

NÓS, OS SENHORES DA VERDADE

Autor: Allan Santos

Qual a única opinião que importa? A nossa? Que verdade é absoluta? Aquela que proclamamos? Quem são os tolos do mundo? Aqueles que discordam do dizemos? Como se define todos os pensamentos, opiniões, ideias e afirmações que nós não concordamos? Lixo, um completo lixo? 

O surgimento da internet é sem dúvidas um marco importante da era contemporânea, todos os dias bilhões de bits e bytes de informação percorrem o mundo freneticamente aportando em nossos computadores, tablets, smartphones, TVs e tudo mais que tiver acesso a grande rede.

Nunca antes na história da humanidade foi tão fácil, rápido e prático mostrar ao mundo, tudo o que pensamos, como agimos, e tudo o que há de melhor, ou pior, em nós. Mas essa facilidade veio para todos aqueles que fazem uso da rede, e ela se transformou em um conglomerado vivo de ideias, como uma multidão de vozes cantando músicas diferentes sob um mesmo coral harmonioso, ou será que não? Eu diria que nem sempre o coral é tão harmonioso, na verdade o que se vê na maioria das vezes é justamente o contrário, uma longa, estridente e desarmoniosa sinfonia.

É diante desse emaranhado de ideias que me volto aos questionamentos do inicio do texto, com tantas vozes, pensamentos e verdades se acentuou uma característica antiga e muito negativa das nossas sociedades: a intolerância do novo ou do diferente, o assassinato de ideias que não compartilhamos. Essa intolerância se manifesta de forma tão espontânea e rotineira, que nos faz questionar os valores e integridade das estruturas que sustentam nossas sociedades, nossas relações e até mesmo nossa humanidade. Tornou-se comum presenciarmos situações em que pessoas tentam legitimar sua opinião, inferiorizando a dos demais, fazendo uso de argumentos pouco coerentes, e algumas vezes argumento nenhum, apenas insultos.

Com certeza você poderá encontrar exemplos de intolerância em suas redes sociais neste exato momento, ou nos comentários em algum canal de noticias na internet e até mesmo no YouTube. E muito diferente do que estamos acostumados a pensar, a intolerância não é característica exclusiva de radicais religiosos do oriente médio, ou de ditadores fascistas do século passado, muito menos das relações entre classes opressoras e oprimidas, na verdade, a intolerância pode se manifestar sob qualquer ótica e em qualquer nível de relações sociais, seja pela opção politica, seja pela opção sexual, seja pelo time de futebol, seja pelo videogame que você joga, e até mesmo pela forma como você fala.

Em seu conceito, sociedade apresenta o ideal de convivência ordenada ou organizada e, conscientemente, harmônica entre diferentes indivíduos diferentes, que contribuem com suas habilidades e conhecimentos únicos para a manutenção e obtenção do bem estar da coletividade. Dessa forma, como membros da sociedade, devemos compreender a importância de se ouvir a opinião de cada um, e discutir de forma respeitosa os mais diferentes assuntos, a fim de evoluir os conhecimentos que temos, então: ouçamos mais, sejamos mais tolerantes, pois “a verdade” não possui dono neste mundo. 

PÉTALA - DJAVAN


ESPELHO


DICAS DE PORTUGUÊS


Tanto riso, oh! quanta alegria, somos os milhões de palhaços no salão brasileiro

Por Carlos Delano Rebouças

Pode parecer uma marchinha, da saudosa Dalva de Oliveira, que encantou tantos carnavais na história do Brasil, em tantos momentos áureos, onde tudo sempre foi muita alegria, mas hoje, serve de inspiração para puxar o trem da alegria de ilusões nos trilhos administrativos no Brasil.

Sempre no carnaval os problemas são esquecidos por quatro dias e a alegria acaba na quarta-feira de cinzas. Volta tudo ao normal e retornamos a conviver com as crônicas mazelas que assolam o país ao longo de décadas, aliás, séculos. Fome, miséria, desigualdades sociais, violência, desemprego, desprezo pela educação, dentre tantos, esquecidos em quatro dias, em meio à alegria que toma conta de um país.

2016 será um ano diferente. Já começou assim, nesta expectativa. Ano de Olimpíadas no Rio de Janeiro e do sonho da conquista de muitas medalhas. A alegria do carnaval terá uma rápida trégua, nem que seja de quarenta dias, até chegar a Páscoa, momento sublime para os cristãos, que perde a sua essência ao virar, para muitos, outro momento de extravasar, de um novo encontro com a diversão. Uma nova oportunidade de “cair no salão brasileiro” e esquecer todos os problemas.

Passou a Páscoa, e os pierrôs e colombinas não querem sair de cena. Ô alegria interminável, gente! Infelizmente não. Volta a ventar os ares esportivos de um falso sentimento nacionalista toma conta do país. Telões, roupas e adereços em verde amarelo assumem as passarelas de um país cheio de problemas, mas esquecidos diante da alegria.

Sabem que mais rir nesta brincadeira? Os governantes. Dão gargalhadas de todos nós, bobos de sua corte. Respiram aliviados, pois estamos nos alegrando num cenário de fome, miséria e insegurança.

E o nordestino canta: “Lata d’água na cabeça, lá vai Maria, lá vai Maria...”.

Já o povo Brasileiro: “Sassassaricando, todo mundo leva a vida no arame”.

E os políticos, em coro: “Mamãe eu quero, mamãe eu quero, mamãe eu quero mamar...”.

Nas tetas deste país.


Reflita.

LINDO CONTO!


CANTIGA DE AMIGO


VOLTE NA QUARTA-FEIRA, SEM CINZAS


Por Carlos Delano Rebouças

Começa mais um carnaval brasileiro, como tantos outros na história deste país. Inicia-se a grande festa popular, aquela vista como a maior e tão esperada pela grande maioria do povo. Mas não esqueça que passada a festa, tudo deve voltar à perfeita normalidade.

Desde o início da semana percebemos um clima diferente entre as pessoas; já foi gerada a expectativa de se chegar o final de semana, preparar a mochila e partir em direção à diversão. São quatro ou cinco dias, quem sabe, para que tudo volte ao normal numa quarta-feira de cinzas.

Quem dera funcionasse assim; que essa normalidade não fosse quebrada por alguns, diante de inúmeros acontecimentos desagradáveis, ocorridos no período festivo. Todos sabem que se trata de uma festa popular, mundana, onde pessoas com pensamentos e objetivos diferentes se misturam, com bebidas e drogas a tiracolo, combustíveis usados para uma diversão, que às vezes contraria a ordem, e se podemos dizer que num carnaval pode existir ordem.

Em meio às tantas brincadeiras, diversões e extravagâncias, sempre existem aquele, aliás, aqueles que não sabem se divertir como devem. Muitas vezes começa no deslocamento, nas estradas, misturando desde já o álcool com a direção, contribuindo para os números de acidentes de trânsito. Assim também acontece durante e no retorno do carnaval. Também existem brincantes que excedem nas suas atitudes, e, intolerantes, geram conflitos que podem redundar em agressões e até em morte. São fatos, infelizmente, comuns em festas populares, especialmente em carnavais.

Evitar que tudo isso aconteça – que o brasileiro se autodestrua – em vez de aproveitar sadiamente o carnaval, e regressar a sua vida normal na quarta-feira de cinzas, é um sonho bem mais utópico que podemos imaginar. Parece difícil estabelecer limites para o homem quando a emoção toma conta integralmente de sua cabeça e coração, mesmo que por alguns dias.

Podemos brincar o carnaval; extravasar nossas emoções; tentar pelo menos esquecer por alguns dias os nossos problemas, ou quem sabe, administrá-los temporariamente; e com sensatez, evitar que outros surjam, até mais graves, também nesses poucos dias, para que não retornemos como cinzas, antes mesmo da quarta-feira que encerra o carnaval.


Bom Carnaval!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

BELAS IMAGENS





LINDA CANÇÃO!


VERDADE!


A MONTANHA DA VIDA

A vida pode ser comparada à conquista de uma montanha. Como a vida, ela possui altos e baixos. Para ser conquistada, deve merecer detalhada observação, a fim de que a chegada ao topo se dê com sucesso.
Todo alpinista sabe que deve ter equipamento apropriado. Quanto mais alta a montanha, maiores os cuidados e mais detalhados os preparativos.
No momento da escalada, o início parece ser fácil. Quanto mais subimos, mais árduo vai se tornando o caminho.
Chegando a uma primeira etapa, necessitamos de toda a força para prosseguir. O importante é perseguir o ideal: chegar ao topo.
À medida que subimos, o panorama que se descortina é maravilhoso. As paisagens se desdobram à vista, mostrando-nos o verde intenso das árvores, as rochas pontiagudas desafiando o céu. Lá embaixo, as casas dos homens tão pequenas…
É dali, do alto, que percebemos que os nossos problemas, aqueles que já foram superados são do tamanho daquelas casinhas.
Pode acontecer que um pequeno descuido nos faça perder o equilíbrio e rolamos montanha abaixo. Batemos com violência em algum arbusto e podemos ficar presos na frincha de uma pedra.
É aí que precisamos de um amigo para nos auxiliar. Podemos estar machucados, feridos ao ponto de não conseguir, por nós mesmos, sair do lugar. O amigo vem e nos cura os ferimentos.
Estende-nos as mãos, puxa-nos e nos auxilia a recomeçar a escalada. Os pés e as mãos vão se firmando, a corda nos prende ao amigo que nos puxa para a subida.
Na longa jornada, os espaços acima vão sendo conquistados dia a dia.
Por vezes, o ar parece tão rarefeito que sentimos dificuldade para respirar. O que nos salva é o equipamento certo para este momento.
Depois vêm as tempestades de neve, os ventos gélidos que são os problemas e as dificuldades que ainda não superamos.
Se escorregamos numa ladeira de incertezas, podemos usar as nossas habilidades para parar e voltar de novo. Se caímos num buraco de falsidade de alguém que estava coberto de neve, sabemos a técnica para nos levantar sem torcer o pé e sem machucar quem esteja por perto.
Para a escalada da montanha da vida, é preciso aprender a subir e descer, cair e levantar, mas voltar sempre com a mesma coragem.
Não desistir nunca de uma nova felicidade, uma nova caminhada, uma nova paisagem, até chegar ao topo da montanha.