terça-feira, 21 de abril de 2015

VALORES E COMO DEFINI-LOS


Por Calos Delano Rebouças

Algumas pessoas declinam, com os mais diversos argumentos e com uma retórica muito caprichada, dizendo-se, aliás, afirmando-se ser humilde e sem nenhum tipo de preconceito, e com um sensato senso de definição de valores, mas que na realidade, não refletem essa verdadeira imagem.

Relacionar-se bem, socialmente, com pessoas das mais diferentes classes, cores e raças, e ter em mente uma definição ponderada sobre valores, na vida, é na prática o perfil previsto para o ser humano, sobretudo, para aqueles que enxergam tudo isso como fator de evolução humana, num mundo cada vez mais corrompido e insulado de conceitos que felizmente, ainda habitam a mente de muitos, mas que parecem perdidos nos corredores da sensibilidade.

O que significa o bem e o mal? Qual a nossa postura nessa visão maniqueísta? O que de fato significa valores? Qual o preço do material, diante da possibilidade de absoluta abstração?

Tantas perguntas; pouquíssimas respostas. Contraditórias? Certamente.

Comportamo-nos como se tudo que tem valor é aquilo que pode se precificar. Aquilo que se materializa; que redunda no brilho dos olhos de uma sociedade, que quer ter, ter, ter, e muito ter.

Essa vontade de possuir, que eleva a capacidade de avaliar, leva-nos a também avaliar o semelhante como se fosse uma mercadoria, onde sua tonalidade de pele e sua vestimenta são sua embalagem; a sua voz, pode ser calar, na ausência de argumentos e conhecimentos; e sua presença, anula-se ou torna-se preterida, ante a preferência de outros atributos, que insistimos em dizer que não são importantes. Nós acabamos fazendo uma venda enganosa do produto “eu”, onde impera a já enraizada hipocrisia humana na definição de valores.

Embora sejamos hipócritas, sempre resta uma esperança de mudarmos. Acreditamos na redenção do homem e na sua libertação de tudo que possa corrompê-lo, diante do preço por ele atribuído. Acreditamos, também, que com sua sapiência, consiga se desvencilhar dos caminhos que o levem ao preconceito, acendendo no seu interior a chama da humildade, a fim de que possa olhar para seu semelhante, e enxerga-lo como um ser semelhante, como se representasse o seu espelho, onde refletisse a sua imagem real e verdadeira, pura, isenta de valores mundanos, e bem mais morais, éticos e espirituais.

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